Uma start-up é uma empresa que atua num alto nível de incerteza, com elevado potencial de crescimento, geralmente de base tecnológica, focada em resolver problemas de forma inovadora através de produtos e serviços disruptivos.
Ora, se as apresentamos como entidades com alto potencial de crescimento, estamos, intrinsecamente, a afirmar que são entidades com grande desejo de se tornarem globais, não fosse, a “grande ambição”, tornarem-se “unicórnios”. Mas o que significa isso? Bem, “unicórnios”, na gíria do empreendedorismo, refere-se às start-ups que, não estando cotadas em bolsa, atingem a valorização de pelo menos mil milhões de euros.
Surge-me outra questão…
Para que uma start-up possa atingir esse estatuto, não basta apenas ser inovadora ou disruptiva no mercado local. A chave para alcançar essa valorização reside na capacidade de se tornar global, ter capacidade de internacionalizar. Com um ambiente global cada vez mais conectado e interdependente, a internacionalização deixou de ser uma escolha e passou a ser um passo estratégico e, por vezes, necessário para garantir o sucesso e crescimento sustentado das start-ups. Ao expandir as suas operações além-fronteiras, as start-ups abrem portas a novos mercados, ampliam a sua base de clientes e diversificam as suas fontes de receita, fatores essenciais para o seu crescimento exponencial. Este é, efetivamente, um passo crítico na jornada de qualquer start-up.
Embora crítico, muitos empreendedores hesitam em internacionalizar por receio dos custos ou da complexidade. Mas será que adiar é a melhor estratégia? O mercado global está cada vez mais competitivo e, enquanto se pondera se é o momento certo, outras start-ups estão a “ganhar terreno”. Como se costuma dizer: tempo é dinheiro. O mercado global valoriza a inovação e o tempo é muitas vezes o fator decisivo entre o sucesso e o fracasso. Ao internacionalizar mais cedo, pode ganhar uma vantagem competitiva em mercados ainda não saturados.
Internacionalizar é um processo repleto de desafios, que exige uma abordagem cuidadosa para enfrentar novos mercados, culturas e regulamentações. Para que uma start-up consiga expandir com sucesso, é essencial considerar os seguintes fatores:
Os fundos comunitários são um recurso financeiro essencial para apoiar as PME e start-ups no processo de internacionalização, disponibilizados pela União Europeia através de diferentes programas e sistemas de incentivos. Estes fundos têm como objetivo fomentar o crescimento, a inovação e a competitividade das empresas em novos mercados internacionais.
Entre os sistemas de incentivos que se destacam neste contexto, podemos referir:
As vantagens de internacionalizar com o apoio de fundos comunitários são claras: estas iniciativas permitem às empresas realizar um investimento mais estruturado, reduzindo os riscos financeiros, permitindo, consequentemente, um planeamento mais sólido. Desta forma, as start-ups conseguem otimizar a penetração em novos mercados, com estratégias mais eficazes e sustentáveis, sem comprometer a sua liquidez ou capacidade de inovação. Estes apoios são fundamentais para garantir que o processo de internacionalização é feito de forma planeada, maximizando o retorno sobre o investimento e minimizando as incertezas associadas à entrada nos novos mercados.
A internacionalização pode parecer um desafio gigante, no entanto, com o apoio adequado, transforma-se numa oportunidade que impulsiona o crescimento exponencial. A pergunta não é se a sua start-up deve internacionalizar, mas quando e como. A oportunidade de internacionalizar a sua empresa com o apoio dos fundos comunitários está à disposição e deve ser explorada para garantir um crescimento sólido e competitivo no mercado global.
Consultor de Investimentos e Estratégia